segunda-feira, janeiro 25

Talvez um outro tempo verbal. O Presente.

Talvez um volte, talvez o outro vá. Talvez um viaje, talvez outro fuja. Talvez troquem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex. Talvez fiquem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum parta, outro fique. Talvez um perca peso, o outro fique cego. Talvez não se vejam nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecam de amor e mudem um para a cidade do outro, ou viajem juntos para Paris. Talvez um se mate, o outro se negative. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe.
Talvez tudo, talvez nada.

Caio Fernando Abreu
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